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Supernavios jŠ podem atracar no Tecon

A Santos Brasil, empresa que administra o terminal de contentores de Santos, o Tecon, está preparada para movimentar os grandes navios que devem atracar nos portos brasileiros nos próximos anos. A empresa aumentou a produtividade do terminal e consegue realizar 80 operações de carga e descarga de navios por hora.

O objectivo é atingir 100 movimentos por hora em 2012. O diretor comercial da Santos Brasil, Mauro Salgado, diz que esse patamar de produtividade é fruto dos investimentos realizados desde o início das operações do Tecon sob concessão da empresa.

Durante os 14 anos, a companhia investiu R$ 2 bilhões no terminal. Deste montante, cerca de R$ 800 milhões foram aplicados em novas tecnologias e equipamentos como os super guindastes, que movimentam dois contêineres de 40 pés ou quatro de 20 pés simultaneamente; a troca da frota de equipamentos RTG, de movimentação de contêineres, e caminhões especiais para transporte de contêineres em terminais.

"Com esses aportes, o Tecon está apto a operar navios de até 12 mil Teus (medida para contêineres de 20 pés), mas tudo vai depender da infraestrutura de acesso ao porto", diz Salgado. Os grandes navios "conteineiros" é a aposta dos armadores, já que o custo operacional e muito mais baixo que embarcações de médio porte. Um equipamento que comporta 7 mil TEUs tem um ganho de US$ 250 por TEU em relação a um navio de 3,5 mil TEUs. "Não podemos fugir desta tendência. Por isso, temos que nos preparar".

Segundo ele, neste ano já estão em operação os 30 caminhões especiais e com isso, até o final do ano, o Tecon de Santos alcançará um índice de 100 movimentos por hora. "Isso tudo aumenta nossa capacidade". No ano passado, o Tecon de Santos movimentou cerca de 1,53 milhões de TEUs, aumento de 8,3% no volume apurado em 2010. "Estamos operando confortavelmente em Santos. Não temos problemas de capacidade", ressaltou Salgado. Além do Porto de Santos, a Santos Brasil também opera um terminal em Imbituba, em Santa Catarina. Lá a empresa investiu R$ 140 milhões no ano passado para aumentar a capacidade de movimentação do terminal.

"Hoje, em janeiro, já atingimos o patamar de 600 mil TEUs por ano. Ao final do projeto deveremos deter uma capacidade de 950 mil TEUs anuais". Em Imbituba, a Santos Brasil movimenta basicamente produtos metal metalúrgico, fumo e carga frigorificada. "Santa Catarina tem tradição na produção de carnes de frango e porco, mas queremos crescer com a movimentação dos produtos do norte do Rio Grande do Sul, acreditamos que esse é um mercado que tem mais potencial de desenvolvimento".

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