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Manuel Inocêncio quer Conferência Internacional de estratégia lusófona do cluster do Mar em Cabo Verde


Manuel Inocêncio de Sousa, ex- ministro de Estado, Infra-estruturas e Telecomunicações, apoia uma aliança estratégica lusófona para um maior aproveitamento e desenvolvimento das potencialidades marítimas designadas por "cluster" do Mar, o que passa por uma conferência internacional sobre o tema em Cabo Verde.

Manuel Inocêncio, provável futuro presidente do Conselho de Administração da CVTelecom (questão que se escusou a comentar em Lisboa), participou na sessão de abertura da Conferência Internacional “O Mar, o Transporte Marítimo, os portos e o desenvolvimento das economias”, que decorreu sob o alto patrocínio do PR português, Cavaco Silva. O chefe de Estado luso manifestou o seu apoio à iniciativa, através do seu representante, Tiago Pitta e Cunha.

Neste encontro de 12 países e quatro continentes, a decorrer ao longo de dois dias no Hotel Mirrage no Estoril, Manuel Inocêncio Sousa explanou os esforços que Cabo Verde tem feito para minimizar a sua dependência externa, através de estratégias de desenvolvimento, nomeadamente do Turismo, "uma batalha já ganha", disse.

O país, referiu o engenheiro e político, tem estado a concretizar desde 2003 um conjunto de infra-estruturas que potencializam as suas capacidades a nível de portos, transporte marítimo e pescado, no sentido de ser rentabilizada a plataforma Europa/África/América e explorados outros recursos do Mar.

A conferência, presidida pelo almirante Vieira Matias, que congrega 23 oradores, tem uma visível concentração de peritos de Angola e visa mostrar a importância de uma estratégia conjunta, onde se alie o conhecimento, a tecnologia, e os laços históricos e linguísticos, para fazer do Mar um conceito estratégico, uma vez que o mundo mudou e os países estão a organizar-se em blocos e alianças.

Os oradores na primeira sessão foram claros ao referir que já não se poderá ver o Mar de uma perspectiva tradicional mas com novas potencialidades a explorar ao nível de superfície e do seu solo e subsolo, como salientou Luís Filipe Pereira, ex-ministro e actual administrador da Logistel.SA, empresa que juntamente com a SaeR organizaram este evento, patrocinado por vários parceiros.

Além dos transportes marítimos, pescado e segurança, os investigadores, propõem redes de parcerias que possibilitem um serviço com maior rapidez ao cliente, mais turismo e serviços, como alimentação, cruzeiros, exploração científica de produtos conducentes a fármacos para a saúde, tráfego de mercadorias com reduzidas esperas, navios melhor apetrechados, numa interligação entre um espaço marítimo português, o terceiro maior da Europa. Mas este cenário será potenciado com o alargamento da plataforma continental marítima, que disporá de 3,8 milhões de quilómetros quadrados.

Murteira Nabo, ex-ministro e chairman da Galp-Energia apelou a que se envolva e reforce a lusofonia nesta estratégia, José Poças Esteves, presidente da SaeR, que apresentou um estudo sobre a situação actual e internacional do aproveitamento do Mar e dos seus portos. Referiu que o potencial deste “cluster” exige uma força empresarial para a Economia do Mar, um Conselho de Ministros exclusivo para os Assuntos do Mar e uma componente política que se manifeste através de legislação especial e exclusiva.

O Secretário Geral do Fórum Empresarial, em desenvolvimento, relevou a importância dos municípios luso-atlânticos e a importância de se envolver todas as pessoas, "do taxista à cabeleireira”, nas oportunidades que o Mar encerra. Alertou para a necessidade os políticos dos países da CPLP fazem do Mar um item da agenda, de forma mais afirmativa.

Os trabalhos prosseguiram ontem, terça-feira, dia em que também Alcidio Lopes, administrador delegado do porto da Praia, fez uma comunicação na sessão da manhã, que incluiu o director do Porto de Los Angeles, num debate presidido por Francisco Venâncio, presidente da empresa portuária angolana de Luanda.

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Data: 2012-03-28

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