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Moçambique prevê exportar 14 mil toneladas de pescado até final do ano


O governo moçambicano prevê exportar 14 mil toneladas de pescado até final do ano, de acordo com a diretora do Instituto Nacional de Inspecção do Pescado (INIP), Lúcia Sumbana.

A diretora do INIP falava à margem de uma ação de formação da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Sumbana destacou o aumento da fiscalização da pesca e os resultados da “encorajadores” da aquacultura como fatores determinantes para as exportações de pescado.

Lúcia Sumbana comparou a exportação esperada para este ano, de 14 mil toneladas, com 13 mil toneladas alcançadas em 2013.

Moçambique dispõe de certificado de exportação de pescado para a União Europeia (UE), um dos maiores mercados de destino, destacou a UNCTAD durante o encontro de formação.
A UNCTAD está envolvida na busca de um financiamento para apoiar a criação de Centros Regionais de Excelência para o desenvolvimento do setor pesqueiro, que permitirá aos países um intercâmbio contínuo de experiência à luz da cooperação sul-sul.

O facto foi revelado pelo director da Divisão para África, Programas Especiais e Países menos Desenvolvidos na UNCTAD, Paul Akiwumi, que falava em Maputo na Formação Regional Africana e Seminário de Capacitação em Comércio e Desenvolvimento de Pescado com Enfoque no Cumprimento dos Padrões Internacionais.

O encontro de três dias, organizado pela UNCTAD em parceria com o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, junta mais de meia centena de representantes de países como África do Sul, Maurícias, Uganda, França, Suíça e Vietname.

Segundo Akiwumi, o setor das pescas é responsável por uma parte de emprego e Produto Interno Bruto (PIB) em muitos países menos desenvolvidos e, em Moçambique, por exemplo, as pescas contribuem entre três a quatro por cento do PIB e, direta ou indiretamente, geram emprego para pelo menos 20 por cento da população.

“O desenvolvimento do setor de pescas pode constituir um contributo muito importante para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse Akiwumi.

Moçambique e Uganda têm certificado de exportação de pescado para a União Europeia (UE) que é o maior mercado. Mas o alcance desta conquista não foi tarefa fácil, porque, segundo o representante da Unctad, entre 1996 e 2000, o Uganda sofreu três suspensões da UE por violações às medidas fitossanitárias.

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