Início > Artigo > Acordo de Lisboa para travar marés negras entrou em vigor ao fim de 24 anos



Acordo de Lisboa para travar marés negras entrou em vigor ao fim de 24 anos


Um tratado de cooperação entre Portugal, Espanha, França e Marrocos para o combate à poluição marítima – o Acordo de Lisboa – entrou finalmente em vigor, quase um quarto de século depois de ter sido assinado. Este passo poderá dar um novo impulso a um organismo previsto pelo tratado – o Centro Internacional de Luta contra a Poluição no Atlântico Nordeste (CILPAN), com sede em Lisboa -,mas que estava moribundo, depois de ter funcionado durante alguns anos.

O Acordo de Lisboa tinha sido uma iniciativa de Portugal, na sequência de uma maré negra em Porto Santo, no princípio de 1990, causada pelo derrame de 25 mil toneladas de crude do petroleiro espanhol Aragón, ao largo da Madeira. Foi assinado em Lisboa em Outubro de 1990 pelos quatro países, mais a Comissão Europeia. Mas até ao ano passado não tinha ainda sido ratificado por todas as partes signatárias.

A principal resistência era de Espanha e Marrocos, uma vez que os limites de aplicação do acordo tinham implicações no histórico conflito sobre o Saara Ocidental. Mesmo depois de assinado um protocolo adicional, em 2008, com uma nova formulação dos limites, foram precisos mais cinco anos até que ambos países ratificassem o acordo. Espanha foi o último a fazê-lo, em Dezembro passado.

A iniciativa diplomática para salvar o Acordo de Lisboa do esquecimento coube a Portugal, que retomou o processo nos últimos anos. O principal resultado prático será a reanimação do CILPAN, um organismo destinado a centralizar a cooperação entre os países prevista no tratado. O centro tem funções sobretudo na área do planeamento, formação, estudos, troca de informação e outras actividades que facilitem a ajuda mútua em caso de acidente.

O CILPAN já teve uma sede própria, um coordenador e funcionários. Na sua nova fase, no entanto, será uma estrutura mais leve, descentralizada. “Vamos trabalhar numa lógica de rede, sem uma infra-estrutura pesada. Vamos tentar virtualizar ao máximo o centro”, afirma o director-geral da Política do Mar, João Fonseca Ribeiro, que é o responsável pelo CILPAN. A ideia é não onerar os países com custos elevados, no actual momento de crise económica e financeira.

Portugal espera conseguir financiar projectos do CILPAN com verbas do próximo quadro comunitário de apoio. “Um dos projectos que temos em mente é um estudo de avaliação dos riscos de acidentes de poluição marítima na área do acordo”, afirma João Fonseca Ribeiro.

O Acordo de Lisboa soma-se a uma série de outros tratados regionais para prevenir ou combater a poluição marítima na Europa. Na área do Atlânico, já vigoram o Acordo de Copenhaga, envolvendo os países nórdicos, e o Acordo de Bona, para o norte europeu. O Mediterrâneo está coberto pela Convenção de Barcelona e o Báltico pela Convenção de Helsínquia. “Cada vez mais a perspectiva regional faz sentido”, diz o director-geral da Política do Mar.

fonte


 



Data: 2014-03-09

 Vídeo

Sobrevoando a Restinga e a cidade do Lobito (Angola)

 XII Congresso da APLOP | Luanda, 2021 | Alberto Bengue, Presidente da APANG

 XII Congresso da APLOP | Luanda, 2021 | Alcídio Nascimento

 XII Congresso da APLOP | Luanda, 2021 | Ted Lago

 XII Congresso da APLOP | Luanda, 2021 | Fátima Alves

 XII Congresso da APLOP | Luanda, 2021 | Nuno Araújo

 XII Congresso da APLOP | Luanda, 2021 | Lucas Rênio

 VIII Congresso da APLOP | Maputo, Março 2015 #1

 IX Congresso da APLOP | Itajaí, Abril 2016 #8

 IX Congresso da APLOP | Itajaí, Abril 2016 #1

 Estudo de Mercado do Espaço Aplop, Versão 2.0 [1]

 VII Congresso da APLOP - Lobito - Cerimónia de abertura (4)

 VII Congresso da APLOP - Lobito - Cerimónia de abertura (3)

 VII Congresso da APLOP - Lobito – José Luís Cacho

 Mindelo e São Vicente com muita morabeza

 VI CONGRESSO DA APLOP - Painel I – Lisender Borges (1)

 VI CONGRESSO DA APLOP - Painel I – Francisca Chambal

 VI CONGRESSO DA APLOP - Painel I – Robledo Gioia

 VI CONGRESSO DA APLOP - Abertura do Painel I - Lídia Sequeira

 VI CONGRESSO DA APLOP - Cerimónia de Abertura - Francisco Venâncio

 VI CONGRESSO DA APLOP - Cerimónia de Abertura - Marta Mapilele

 Congresso Intercalar Portos CPLP - Rio de Janeiro – Domingos Fortes (1)

 “EXPERIÊNCIA DO PORTO DE LEIXÕES NA FORMAÇÃO PORTUÁRIA”- Matos Fernandes (1)

 IV Encontro de Portos da CPLP – Menção Honrosa a Lima Torres

 IV Encontro de Portos da CPLP - Sessão de encerramento - Franklim Spencer

 “GEOPOLÍTICA DO MAR” - Carlos Manuel Mendes Dias (1)

 Novo Porto do Dande - Domingos Fortes (1)

 IV Encontro de Portos da CPLP - Franklin Spencer

 «Há muito potencial de crescimento nas relações comerciais Portugal/Brasil» (1)

 Porto de Luanda - 1955

 III Encontro de Portos da CPLP - Adalmir José de Sousa

 III Encontro de Portos da CPLP – Apresentação da Mesa de Honra

 III Encontro de Portos da CPLP - Estudo de mercado - (13) – Debate

 Constituição da APLOP

Constituição da APLOP

Foto de família